Depois que nasce, é um, dois, três, quatro, cinco... dez... quinze... vinte, vinte e um, vinte e uns.
É quase regra as pessoas omitirem suas idades cronológicas, como se pudessem escapar da realidade que se constata e comprova no documento de identidade.
Os primeiros anos da vida, são comemorados com festas, fotos, lembranças, os amiguinhos da escola, todos os parentes do papai e da mamãe.
Na segunda fase, os familiares vão sendo propositalmente esquecidos, para que haja espaço e comida suficiente para aqueles que se desejou e fez questão de convidar. Adultos nessas festas é coisa de criança, super sem graça, um “mico” desnecessário e nada a ver com os colegas que estarão lá.
Chegando aos vinte, festa em casa é coisa de pobre e como nessa idade, ninguém o é... ideal mesmo é sair pra balada com os amigos, de mesma idade ou ligeiramente mais velhos. Coroas do pai e da mãe, só parabéns por email, sms no celular, quem sabe uma telemensagem no telefone, quando encontrar o indivíduo em casa, especialmente se a comemoração cair justo no fim de semana.
Aos vinte e uns, a passagem é feita em algum boteco, com os amigos do serviço ou em algum salão de beleza com várias desconhecidas.
Alguns vão receber um presentinho básico, uma cueca nova, da esposa, um cartão de crédito com limite dobrado do maridão.
Aos vinte e uns, também tem os que vão receber um abraço do filho dizendo: “Parabéns, meu velho. Quando você aumentar minha mesada eu compro um presentinho, tá bom?”
E com vinte e uns, já não vão mais querer que cantem o fatídico parabéns pra você. Mas ficarão na expectativa de quem vai ligar primeiro, segundo ou vai deixar passar em branco. Alguns até resmungarão que ninguém lembra, ninguém os ama, ninguém mais tem tempo pra eles ou ficarão com os olhos cheios de lágrimas quando alguma família chegar com bolo e outros comes e bebes para impressioná-los.
Mesmo com vinte e uns sendo valentemente carregados em cada perna, o mais importante é saber que fica-se velho mas com muitas riquezas. Não apenas materiais. Os amigos sempre estarão ali, do lado, em algum lugar no coração...
Os filhos, mesmos aqueles que se adota pelo caminho, também sempre estarão lá, apoiando, criticando, chorando ou pedindo colo.
Alguns perderão os pais e muitos outros pelo caminho, mas deverão saber que os que se foram, levaram com eles o orgulho dos que ficam fazendo diferença na vida de outras pessoas.
Fica-se velho, mas junto, fica a riqueza e grandeza do conhecimento teórico, prático, dramático e extrovertido.
Ficando velho no papel, na contagem dos anos, no corpo que a natureza controla, ainda que tentem pagar para médicos darem um jeitinho de arrumar uma coisinha ou outra. Ficando velho, o indivíduo nunca está sozinho, tem consigo as vivências suas e de tantos outros, tornando-se múltiplo. Ficando velho, os feitos são muitos e as realizações possíveis. Ficando velho, o relógio é companheiro, apressado, cansado, motivado, esperançoso. Ficando velho, o tempo é recordação, é medida dos arrependimentos dos quais não se arrepende mais. Mesmo ficando velho e correndo contra o tempo, e ainda que o tempo seja tempo, nunca é demais receber de presente um pouco mais de felicidade.
É quase regra as pessoas omitirem suas idades cronológicas, como se pudessem escapar da realidade que se constata e comprova no documento de identidade.
Os primeiros anos da vida, são comemorados com festas, fotos, lembranças, os amiguinhos da escola, todos os parentes do papai e da mamãe.
Na segunda fase, os familiares vão sendo propositalmente esquecidos, para que haja espaço e comida suficiente para aqueles que se desejou e fez questão de convidar. Adultos nessas festas é coisa de criança, super sem graça, um “mico” desnecessário e nada a ver com os colegas que estarão lá.
Chegando aos vinte, festa em casa é coisa de pobre e como nessa idade, ninguém o é... ideal mesmo é sair pra balada com os amigos, de mesma idade ou ligeiramente mais velhos. Coroas do pai e da mãe, só parabéns por email, sms no celular, quem sabe uma telemensagem no telefone, quando encontrar o indivíduo em casa, especialmente se a comemoração cair justo no fim de semana.
Aos vinte e uns, a passagem é feita em algum boteco, com os amigos do serviço ou em algum salão de beleza com várias desconhecidas.
Alguns vão receber um presentinho básico, uma cueca nova, da esposa, um cartão de crédito com limite dobrado do maridão.
Aos vinte e uns, também tem os que vão receber um abraço do filho dizendo: “Parabéns, meu velho. Quando você aumentar minha mesada eu compro um presentinho, tá bom?”
E com vinte e uns, já não vão mais querer que cantem o fatídico parabéns pra você. Mas ficarão na expectativa de quem vai ligar primeiro, segundo ou vai deixar passar em branco. Alguns até resmungarão que ninguém lembra, ninguém os ama, ninguém mais tem tempo pra eles ou ficarão com os olhos cheios de lágrimas quando alguma família chegar com bolo e outros comes e bebes para impressioná-los.
Mesmo com vinte e uns sendo valentemente carregados em cada perna, o mais importante é saber que fica-se velho mas com muitas riquezas. Não apenas materiais. Os amigos sempre estarão ali, do lado, em algum lugar no coração...
Os filhos, mesmos aqueles que se adota pelo caminho, também sempre estarão lá, apoiando, criticando, chorando ou pedindo colo.
Alguns perderão os pais e muitos outros pelo caminho, mas deverão saber que os que se foram, levaram com eles o orgulho dos que ficam fazendo diferença na vida de outras pessoas.
Fica-se velho, mas junto, fica a riqueza e grandeza do conhecimento teórico, prático, dramático e extrovertido.
Ficando velho no papel, na contagem dos anos, no corpo que a natureza controla, ainda que tentem pagar para médicos darem um jeitinho de arrumar uma coisinha ou outra. Ficando velho, o indivíduo nunca está sozinho, tem consigo as vivências suas e de tantos outros, tornando-se múltiplo. Ficando velho, os feitos são muitos e as realizações possíveis. Ficando velho, o relógio é companheiro, apressado, cansado, motivado, esperançoso. Ficando velho, o tempo é recordação, é medida dos arrependimentos dos quais não se arrepende mais. Mesmo ficando velho e correndo contra o tempo, e ainda que o tempo seja tempo, nunca é demais receber de presente um pouco mais de felicidade.
4 comentários:
Flor muito lindo...
obrigadah pelo carinho... pela sua amizade...
e pela pareceria.... te adoro...
bjão loly
Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2007
Cara amiga Marcinha, como sempre, você está de parabéns pelo desenvolvimento arguto de suas idéias.
Penso que a verdadeira idade não é e jamais será cronológica para nós, seres humanos. Nossa verdadeira idade é mental. Você pode ter 16 na carteira de identidade e 86 na cabeça e vice versa.
Abraços
Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
E-mail e MSN: drsilverio@sexodrogas.psc.br
Home page: www.sexodrogas.psc.br
Blog “Ser Escritor”: http://www.doutorsilverio.blogspot.com
Desse jeito é bom ficar velho...
abracos
OLÁ...NOSSA!...QUE CRÔNICA LINDA...É ISSO AÍ MESMO...QUANDO FICAMOS VELHOS, SOMOS MAIS SÁBIOS MAIS AINDA TEMOS MUITO QUE APRENDER...OBRIGADA POR VOCÊ ESCREVER COISAS TÃO LINDAS...FIQUE COM A PAZ DE CRISTO EM SEU CORAÇÃO...BJS.
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