Tudo começou quando Ele e Ela resolveram estabelecer um vínculo religioso e social para reconhecer e legitimar suas relações sexuais.
Música, burocracia, juramentos faziam parte daquele momento que termina coroado com um par de alianças.
Uma festança para a família, parentes, amigos e alguns desconhecidos.
A primeira noite não foi feita para dormir, mas aproveitar cada minuto juntos.
No segundo dia, a louça fica empilhada, as roupas jogadas pelos cantos.
A tarde seguinte os sorrisos nos rostos importam mais que qualquer outra opção.
Mais um dia, e melhor do que usar o fogão novo, é sair para jantar.
A licença no trabalho expira e os compromissos agendam-se em meio a tantas carícias.
Amanhece, Ela já preparou o café, Ele se veste, um selinho, uma refeição, uma carona, a obrigação é realizada com muita satisfação.
Fim de tarde, o retorno, o jantar é preparado a quatro mãos, uma boca, duas pernas...
A fome é saciada, a conversa é trocada pelo banho, a camisola não tem tempo de ser vestida. Fim de um mês.
Manhã nublada, o despertador grita, os braços se esticam, as pálpebras fazem força para abrir.
Uma disputa para ver quem vai ao banheiro primeiro, as perguntas procuram a chave do carro, os pontos sinalizam os vencimentos e as reticências deixam pra depois outras situações. Fim de alguns meses.
A barriga dEle cresce, a bunda dEla engorda. O cabelo dEle cai, os seios dEla descem. Fim dos primeiros anos.
Ele reclama dEla para a mãe, a sogra, o sogro, os amigos de cerveja, de futebol.
Ela chora por causa dEle na frente do espelho, da psicóloga, da amiga, da irmã, da cunhada, da mãe, da sogra, da tia, da vizinha, das colegas de trabalho, até das desconhecidas.
Se não houver separação, vai ser assim até o fim de todos os anos.
Música, burocracia, juramentos faziam parte daquele momento que termina coroado com um par de alianças.
Uma festança para a família, parentes, amigos e alguns desconhecidos.
A primeira noite não foi feita para dormir, mas aproveitar cada minuto juntos.
No segundo dia, a louça fica empilhada, as roupas jogadas pelos cantos.
A tarde seguinte os sorrisos nos rostos importam mais que qualquer outra opção.
Mais um dia, e melhor do que usar o fogão novo, é sair para jantar.
A licença no trabalho expira e os compromissos agendam-se em meio a tantas carícias.
Amanhece, Ela já preparou o café, Ele se veste, um selinho, uma refeição, uma carona, a obrigação é realizada com muita satisfação.
Fim de tarde, o retorno, o jantar é preparado a quatro mãos, uma boca, duas pernas...
A fome é saciada, a conversa é trocada pelo banho, a camisola não tem tempo de ser vestida. Fim de um mês.
Manhã nublada, o despertador grita, os braços se esticam, as pálpebras fazem força para abrir.
Uma disputa para ver quem vai ao banheiro primeiro, as perguntas procuram a chave do carro, os pontos sinalizam os vencimentos e as reticências deixam pra depois outras situações. Fim de alguns meses.
A barriga dEle cresce, a bunda dEla engorda. O cabelo dEle cai, os seios dEla descem. Fim dos primeiros anos.
Ele reclama dEla para a mãe, a sogra, o sogro, os amigos de cerveja, de futebol.
Ela chora por causa dEle na frente do espelho, da psicóloga, da amiga, da irmã, da cunhada, da mãe, da sogra, da tia, da vizinha, das colegas de trabalho, até das desconhecidas.
Se não houver separação, vai ser assim até o fim de todos os anos.
Um comentário:
Rio de Janeiro,31 de outubro de 2007
Olá amiga Marcinha,
Engraçado que eu também vejo o matrimonio como um vínculo visando legitimar uma união sexual perante a sociedade. Quando há amor de fato, o casamento já existe.
Você escreve muito bem.
Uma pena que boa parte dos relacionamentos amorosos se tornem em doce sofrimento. Parece que as pessoas querem viver o conto de fadas e este se encerra com o casamento "E viveram felizes para sempre", se esquecendo de continuar diariamente a construir, tijolo por tijolo, uma relação boa e saudável para ambos.
Abraços
Silvério
www.sexodrogas.psc.br
www.doutorsilverio.blogspot.com
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