terça-feira, 1 de julho de 2008

Sou uma lágrima

Esta é a minha história:
sem risos ou vitória.
Vivo num mundo distante...
Quase ninguém conhece...
Longe o bastante,
para que alguém me encontre.
Meu mundo é um oceano,
leve e solto,
que bate nas almas
bravo e revolto.
Só eu sei o dia que vou nascer.
Isso, ninguém consegue entender...
Minha vida já foi traçada:
será curta, apressada.
Pelo caminho serei torturada
e acabarei no infinito, no nada.
Ainda pequena deixarei meu mundo
que fica no infinito mais profundo
de um ser humano.
Terei de atravessar duas pontes:
a da saudade e a da solidão.
Entrarei no pântano da tristeza,
e, com o amor vou voar de balão.
Às vezes serei rebelde
e vou fazer doer o coração.
E, mais rápido que meu pensamento,
passarei pelo último obstáculo...
Há uma luz no firmamento.
Passei... Vejo, agora, um grande espetáculo.
Estou nas alturas,
que belas figuras...
Não! Por favor!
Não me aperte assim...
Uma imensa dor
toma conta de mim.
Não há mais nada a fazer.
Não posso controlar...
Está chegando o fim do meu viver,
estou numa montanha a rolar.
Não tenho asas para voar,
mas estou com o corpo a flutuar,
na imensidão do ar...
Estou caindo...
Vou me calar.
Indo...
Até parar.

Nenhum comentário: