sábado, 1 de dezembro de 2007

Qual a sua idade?

Sessenta ou terceira? Trinta ou adulta? Dezoito ou jovem? Dez ou infantil? Quinze, no papel, no corpo ou mental? Idade se conjuga em que tempo? Passado, presente ou futuro? Idade é verbo ser, ter ou estar?
Tantas indagações... Ou o mundo é louco, ou as pessoas tornaram-se normais.
Ninguém explica porquê a idade aumenta ao invés de diminuir; nem responde as perguntas anteriores sem continuar na dúvida. Também não há ousados o suficiente para questionar e mudar as leis da aposentadoria. Dificilmente alguém vai ter interrogações em relação às mudanças biológicas determinantes da vida humana. E é improvável que alguém tenha pensado os direitos reservados para esta ou aquela idade como meros preconceitos subestimadores.
Aos catorze de registro, a mentalidade apontava dezoito de juízo. Aos vinte e um, barrado na entrada do bar, e sempre disseram que tamanho não era documento. Vinte e cinco: o filho é o irmãozinho mais novo ou a estatística sobre gravidez na adolescência não deve ser atualizada há muito tempo.
Será que não está na hora de parar todos os ponteiros pra se repensar o conceito de idade? Que significados vêm dar às expectativas individuais e coletivas, profissionais ou afetivas?
Facilita acreditar na simples fatalidade das imposições temporariamente sustentáveis e negar o momento para ser como amanhã ou voltar ao ontem.
As perguntas tendem a ficar infinitas cada instante de viagem do pensamento, enquanto não há devolutivas.
A regra para calcular a idade real ou aproximada dos sujeitos possui inúmeras variações. As medidas apresentam revelações de comportamento-personalidade, divisão-cultura, marketing-economia, concepções-leis, com base em fundamentos de interesses ideológicos políticos e sociais.
Enquanto isso, o tempo não parou e não passou para muitos, mas para todos. Sendo assim, a sua idade não existe a não ser para você mesmo. Pois a idade é muito mais que números, documentos, ou qualquer outra medida quantitativa que se possa inventar. A idade se manifesta na interação com o meio para a composição de diferentes reações.

Um comentário:

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira. disse...

Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 2007
Oi Marcinha!
Muito inteligente seu post sobre a verdadeira idade de cada um. Nos faz pensar sobre nossa própria idade e sobre a idade real das pessoas com quem convivemos. O que vale para mim é como me sinto e não o que se registra em determinado documento. Ser velho ou jovem é muito mais do que um número possa medir.
Abraços
Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
E-mail e MSN: drsilverio@sexodrogas.psc.br
Home page: www.sexodrogas.psc.br
Blog “Ser Escritor”: http://www.doutorsilverio.blogspot.com